| — | Vinícius Kretek, VK (via sociedadeemdeclinio) |

” E eu permanecia insistindo no erro, insistindo naquilo que nunca daria certo, eu continuava insistindo naquilo que me machucava, que me matava lentamente. Eu ia cavando um buraco no meu coração a cada vez que lembrava de tudo que me afligia, eu me torturava, você me torturava com toda essa perfeição, toda essa perfeição altamente perigosa e apaixonante (…) Você, de alguma forma me prendia a você, talvez involuntáriamente, mas me prendia, e eu me sentia bem assim, quando eu estava presa a ti, eu não precisava fingir nada, eu era eu, mas quando você partia era como se uma parte de mim fosse junto, e então a nostalgia me assolava, a dor me dominava de uma forma que eu nem sei ao certo como explicar, não sei se era exatamente dor, parecia mais uma vontade imensa de te ter pra mim, só pra mim, de te ter aqui, e como eu sabia que isso era impossível, desabava nesse abismo sem fim. Eu tento, juro que eu tento me manter afastada, te manter afastado, mas de que adianta te afastar da cabeça, se você vai permanecer no meu coração ? Eu não consigo, digo, eu não quero ficar longe, por mais que doa, por mais que me sufoque, eu preciso de você, nem que seja assim, longe de mim, mas perto do meu peito, colado e gravado em meus mais belos sentimentos. “